Harmonize | Mente, Corpo e Cultura | Filhos, celulares e tablets
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Filhos, celulares e tablets

 

 

Simbolicamente, estão trocando os alimentos. Alimentar uma criança com comida é alimentá-la com amor e de amor. Alimentá-la com imagens e sons de iPad é alimentá-las de impaciência, falta de respeito, falta de diálogo, falta de interação e, principalmente, falta de tédio. Porque pode ser extremamente tedioso ficar à mesa “sem fazer nada” esperando a comida chegar. Mas é nessa espera que aprendemos a transformar tédio em algo maior, como a conversa com os pais.

 

Recentemente saiu uma entrevista onde a médica fonoaudióloga carioca Maria Lúcia Novaes Menezes fala da quantidade assustadora de crianças que têm recebido em seu consultório com a queixa de não se comunicarem por volta dos 2/3 anos de idade. Ela diz que em 80% dos casos a criança simplesmente não fala porque não recebe estímulos dos pais. Porque não existe diálogo, não existe troca. Existem ipads nas mesas dos restaurantes e com isso crianças que crescem mudas e sem a capacidade de aprender a esperar.

 

Aparentemente, tentar agradar toda hora (ou muitas vezes temer o próprio filho) é o primeiro passo pra rejeição. Você tira dele a possibilidade de fazer ninhos, fazer laços. A criança se isola primeiro dos pais e logo mais do restante da família e até mesmo dos amigos. Ela perde, aos poucos, a capacidade de se relacionar e se comunicar. Acredite se quiser, tudo isso porque interrompemos o processo da espera. Porque estamos sempre ansiosos para preencher o tempo de nossos filhos e não deixá-los entediados. Etimologicamente, o verbo “esperar” vem de “esperança”, que significa contar com, confiar em. Quando a criança espera e tem pais ao lado dela reafirmando a necessidade da espera, ela ganha confiança. E um pouquinho de tédio não mata ninguém.

 

A espera gera expectativa do que está por vir. Espera gera respeito, gera noção do próximo, gera diálogo, gera estímulos, gera confiança, gera amizades e, com certeza, gera um mundo melhor. Desculpem a frase feita, mas é isso mesmo: crianças que aprenderem a esperar vão aprender a viver em sociedade e na sociedade. Como parte dela e não no centro dela. Requisito básico para um futuro que todos queremos.

 

Texto escrito por: Carolina Delboni via Biblioteca da Antroposofia

 

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